Educação para o Trabalho é mais do que saber redigir um e-mail e mexer no excel. É mais do que saber fazer contas e escolher o sapato para ir trabalhar. Não que isso não seja importante, mas é o que todo mundo sabe. O Projeto Quixote quer que os meninos da Educação para o Trabalho estejam preparados para as situações mais adversas e que saibam reagir quando o acontecido for bem além do básico.
O Quixote quer que os nossos meninos estejam preparados para a vida.
Por isso as atividades da Educação para o Trabalho vão além da sala de aula e das oficinas diárias. Por isso a equipe está sempre preocupada em inovar. Sair do blablabla e fazer acontecer. Uma dessas iniciativas foi o Viva.Cultura.Viva, o evento de encerramento do Quixote Jovem, a primeira fase do Programa de Educação para o Trabalho, patrocinado pela Petrobras e organizado com o apoio ativo dos jovens. O Viva.Cultura.Viva foi o ponto alto de uma série de discussões nas oficinas de segunda feira. A inspiração? 2011 ter sido o Ano Internacional da Cultura Afro-Descendente.
Mais do que um evento, o Viva.Cultura.Viva veio para lembrar-nos, jovens, educadores, e cidadãos, que o Brasil é mais negro do que nos damos conta, ou do que nossa sociedade gosta de admitir.
Em uma bela festa em que nossa casa esteve com decoração inspirada na cultura negra, rolou de tudo um pouco. Um super lanche logo na chegada, graffiti – como não poderia deixar de ser, apresentações de break e, para fechar, apresentações folclóricas, com figurino, atabaque, e capoeira. Sem falar da apresentação da nossa educadora e musicista, Anunciação!
Além das discussões nas oficinas, rolou também uma outra preparação especial. Em uma sexta de sol, nossos jovens foram até ao Quilombo da Caçandoca, em Ubatuba, onde conheceram de perto não apenas a cultura e a realidade de um Quilombo vivo nos dias de hoje, mas também a luta desse povo para conquistar e ter reconhecido como seu o espaço em que tem construídos suas vidas a anos contra a selvageria da especulação imobiliária.
Como o assunto era trocar cultura, a gente deixou um pouquinho da nossa lá. Nossos graffiteiros fizeram verdadeiras obras de arte nas paredes dos quilombolas.
E como ninguém é de ferro, nossos jovens acabaram caindo de roupa e tudo no belíssimo mar da Praia da Caçandoca.
Se quiser conferir as fotos desse evento e dessa visita, aqui estão:
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